Com o mundo nas mãos
O colégio lhe dava náuseas. Dentro daquelas paredes sombrias, ela sentia-se em um planeta desconhecido. Vinda do interior, falava outra língua, comportava-se de maneira diferente.
Quando a menina voltou da escola, o deslizamento soterrara a casa, roubando-lhe os pais.
O último olhar da aeromoça desesperou-me. Ela desfizera-se do sorriso e da excessiva cordialidade com que repetira durante toda viagem: “Sente-se bem?
Dois Mundos
Em uma rua transversal, ela observava a vitrina de uma loja de roupas. Seus pés doíam, suas mãos sujas de tinta e os olhos pesavam de sono. A chuva fina não dava trégua.