Dia de azar
"— Já fiz o serviço. Livrei-me do corpo. A gente se encontra no local combinado. Não demora — disse eu num tom triunfante."
"— Já fiz o serviço. Livrei-me do corpo. A gente se encontra no local combinado. Não demora — disse eu num tom triunfante."
"Na pequena cidade de Estranheza aconteciam muitas coisas incomuns. Com sua população densa era um lugar de fatores característicos e movimentações não muito habituais."
Era meio dia. A cidade inteira modorrava ao sabor do mormaço e do calor. O vento que soprava parecia o vapor expelido por um caldeirão gigante em ebulição.
Pela enésima vez, lá estava eu rua da Concórdia. Esperava que o acaso me deixasse ver Ana. Queria, como se fosse necessário, novos motivos para continuar a pensar só nela; e poder ignorar, com segurança, as críticas de amigos meus que não a consideravam suficientemente bonita para merecer devotamentos...
I
Chovera o dia inteiro. Final de tarde, A chuva dera uma trégua. O sol, acanhado, desaparecia atrás dos montes.Um friozinho gostoso fazia tilintar os dentes. Vesti-me da cabeça aos pés, pus um casaco Saí. Fui dar uma volta, estava meio macambúzio de estar há tantas horas dentro de casa.
Os amigos do bando foram os primeiros a descobrir-lhe a mania. Viam o desmesurado esforço que fazia para que os assaltos envolvessem morte, e outro esforço que fazia para ser ele a matar.
Pairando á beira de um córrego, um pedaço de plástico para embalar gomas de mascar estava.
Á sombra das amoreiras , por entre os rochedos, vertia um fio transparente e cristalino que deslizava sobre a pedreira lisa e viscosa , dando a aparência de um cordão de pedras preciosas em seu estado