Fechou o guardachuva,
se olhou por inteiro
por um breve momento
até descobrir.
Não, não,
o problema não estava ali
onde enchugava.
Pingos, gotas, ou lágrimas?
Olhou então para o céu
enquanto esperava
o sinal abrir.
Aos poucos deslumbrava
um sol tímido e escondido
que teimava em sair.
Então alguém perguntou:
- que horas são? seu moço.
A resposta vinha desiludida:
- Está amanhecendo.
Risadas e descrédito se seguiam,
e sem despedidas
quem perguntou partia.
Voltou então ao sinal.
Vermelho ainda?
sim ou não, tanto fazia.
Sinal de Vida
Enviado por Frank Santos, sab, 17/07/2010 - 00:15
seg, 19/07/2010 - 10:24
Muito bom Frank!
Bom ter você aqui na República dos Autores.