Carnavais da minha infância,
Brincadeiras sem extravagância.
Com enredos de desamor
E desenredos de amor.
Papangus assustadores nas calçadas,
Compenetrados ou em palhaçadas,
Arrepiam e apavoram as crianças,
que, medo passado, caem na lambança.
Carnavais da minha infância,
Brincadeiras sem extravagância.
Com enredos de desamor
E desenredos de amor.
Confetes embalam a alegria
Serpentinas instalam a euforia.
- Pai, um pouco só de lança-perfume!
- Pouco, meninos, não fiquem no costume!
A saia da bailarina está mais rodada.
O olhar do bailarino, mais quebrado.
Carnavais da minha infância,
Brincadeiras sem extravagância.
Com enredos de desamor
E desenredos de amor.
O frevo explode no salão enfeitado.
As crianças marcam o passo ensaiado.
A sombrinha sobe ao impulso do passo
E desce às mãos no mesmo compasso.
Carnavais da minha infância,
Brincadeiras sem extravagância.
Com enredos de desamor
E desenredos de amor.
Depois, o sonho das meninas,
Cheio de heróis e de piratas.
E o sonho dos meninos,
com donzelas e bravatas.
Carnavais da minha infância,
Brincadeiras sem extravagância.
Com enredos de desamor
E desenredos de amor.

ter, 16/02/2010 - 21:25
Lindo, Vicência. Parabéns!!
Um abraço,
Suziley.